por Ligia Sanchez
30/07/08
Equipe britânica de Fórmula 1 adota rede privada de transmissão de dados de sua patrocinadora
Os tempos eram outros quando Nigel Mansell e Nelson Piquet protagonizaram as vitórias da Williams na Fórmula 1; mas o que não falta na categoria de maior prestígio do automobilismo é o uso da tecnologia de ponta. Passados 20 anos da conquista do tricampeonato pelo piloto brasileiro, a equipe inglesa ganhou o patrocínio da gigante de telecomunicações AT&T, e tira partido da tecnologia de rede para conectar os carros nas pistas às instalações da empresa.Em 2007, teve início a implantação de uma rede privada (VPN, na sigla em inglês para virtual private network) fornecida pela AT&T, para que tudo o que estivesse acontecendo nas pistas fosse conectado direta e imediatamente à sede da empresa. Um dos objetivos foi explorar o recurso da telemetria, em que sensores ligados aos carros enviam dados sobre as condições mecânicas, aerodinâmicas, elétricas e de outros controles aos engenheiros que podem estar no circuito ou baseados na sede da empresa, no Reino Unido.As informações dos sensores são enviadas por um link de rádio criptografado para a rede instalada na pista, e daí transferidos para a base por meio da VPN, com link de 2 megas. Embora as decisões sejam tomadas pelos engenheiros presentes na corrida, a pressão do tempo exige o auxílio do trabalho dos profissionais que ficam na sede. “Isto nos permite levar menos técnicos ao circuito, o que gera grande redução de custos”, afirma Scott Garrett, diretor de marketing da empresa.O executivo dá como exemplo o que aconteceu no Grande Prêmio do Japão de 2007. “Não tínhamos informações e experiência no então novo circuito Fuji Speedway”, diz. A tecnologia foi essencial para realizar testes baseados em simulações e para que os engenheiros da sede pudessem trabalhar nos problemas relatados nos treinos pelos piloto Alex Wurz e Nico Rosberg, no curto espaço de tempo entre o treino e a prova.Segundo Garrett, a Williams já havia testado outras soluções de comunicação, mas encontrou no projeto de VPN da AT&T a confiabilidade que buscava na transmissão das informações. “O maior desafio reside nas diferenças geográficas”, declara o executivo, referindo-se principalmente à infra-estrutura de conectividade presente em cada país onde as corridas têm lugar.“A Williams tornou-se uma empresa muito mais conectada”, conclui Garrett. O sucesso na Fórmula 1 depende de uma série de fatores combinados, muitos deles relacionados à tecnologia e uma boa dose de talento humano. Em 2007, a equipe encerrou o campeonato mundial com o triplo de pontos que em 2006, um aumento de 60% no nível de segurança e visível melhoria no ritmo das corridas no fim da temporada.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
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